quarta-feira, 27 de março de 2013

O que faz uma pessoa ser tão boa no que faz?

        Pensando em o por que de Daniel Day-Lewis ter arrematado nada mais nada menos que três Oscars, é isso mesmo três Oscars. Por que?
        Pois bem, já admirava a algum tempo este ator de dupla cidadania, Irlandesa e Inglesa, em alguns de seus filmes como, Em Nome do Pai, As Bruxas de Salém, Gangues de Nova York, e não me lembro de ter visto outros sem ser estes, até porque Day-Lewis não é daqueles atores que fazem qualquer filme a qualquer momento.
     Particularmente considero os atores ingleses os melhores que há no que tange atuações impecáveis. Atores como o próprio Daniel, Ewan Mcgregor, Christian Bale, Guy Pearce, Ralph Fiennes, Michael Caine, Liam Neeson (chega, rs) entre outros, não encontramos em país algum atores com suas capacidades de atuação.
        Voltando a Lewis, resolvi conferir por que esse cara em cinco indicações ao Oscar em toda sua carreira de ator até hoje ganhou três. Sendo assim, comecei pela atuação do último filme que lhe rendeu a tão cobiçada estatueta - Lincoln, e sinceramente, achei um atuação um tanto quanto morna, porém até merecedora de concorrência, mas não da vitória, preferi o então concorrente na mesma modalidade - Bradley Cooper em O Lado Bom da Vida.
        Mas, tudo bem, Daniel levou o Oscar melhor ator 2013. E, continuando minha análise fui conferir o filme que lhe rendeu o Oscar de melhor ator em 2008 - Sangue Negro. Carambaaa, que filme, que atuação, que dedicação de Lewis; chorei muito com o filme, não sei se isso aconteceu com outras pessoas, mas o filme me tocou tal meneira que, das 2:38 minutos de filme, devo ter chorado pelo menos a metade, rs, e não me envergonho disso.
        E, finalmente dando um salto para 1989, fui conferir o belissímo, maravilhoso e encantador filme que abriu a porta para a estatueta dourada de Holliwood à Daniel - Meu Pé Esquerdo. Vi, senti, chorei, analisei, observei, e falei: "- Deus que ator é esse, e que filme é esse?" E, detalhe foi a primeira vez que Daniel Day-Lewis concorreu ao Oscar e ganhou! É, ele ganhou. 
        Resumindo o cara é tão bom no que faz que até nos irrita. Ele é tão bom, que em Gangues de Nova York onde deveria somente o antagonista e não o protagonista (que era Leonardo Di Caprio), ele simplesmente roubou a cena do ator principal e todos só falavam do Açougueiro em Gangues, e acabou saindo com uma indicação de melhor ator por esta personagem, e que injustamente (ao meu ver) não ganhou (Adrien Brody levou com o filme O Pianista).
      Aí fico a pensar né, Day-Lewis arrematou três de cinco indicações ao Oscar, caso ele seja indicado num futuro próximo mais umas três vezes, provavelmente ele não chegará ao fim de sua carreira só com essas três estatuetas. 
        Li em algum lugar que a dedicação de Daniel é mais de 100%. E, que meses antes de começar a filmar, tipo uns 6 meses antes, ele passa seu dia a dia interpretando sua nova personagem todo o tempo quando está em casa. Como se ele deixasse de ser ele mesmo neste período, no intuito de literalmente incorporar a persona a qual ele interpretará, e que quando então for finalmente filmar aquilo já esteja tão natural em si, que os telespectadores não consigam mais ver o ator em momento algum, apenas a personagem. E o resultado é esse que vimos consolidar nesta Premiação de 2013, seu terceiro Oscar. 
    Parabéns Daniel Daniel-Lewis, por ser um dos melhores no que faz. Acredito que só possamos ser melhores e muito bom no que fazemos, primeiramente quando amamos o que fazemos, em segundo lugar vem o talento e em terceiro com certeza a dedicação total. Coisa que esse cara domina e tira de letra.
À direita em 1990 (Meu Pé Esquerdo), no centro em 2013 (Lincoln) e à esquerda em 2008 (Sangue Negro)

sexta-feira, 22 de março de 2013

O que fazer quando você não é a mulher da vida do homem da sua vida?

       Pra começar, não podemos fazer absolutamente nada. Simples assim.
      Algumas mulheres optam por uma gravidez desejada apenas por uma das partes, neste caso, da parte dela, a fim de manter o homem de sua vida ao seu lado. Isso é um erro muito corrente.
     É lindo, e não consigo achar outro adjetivo para quando encontramos, enfim, o homem da nossa vida. Mas, aí passa o tempo juntamente com o encanto e ele não lhe ver da mesma forma, como sendo a mulher da vida dele. E, isso é perceptível. A maneira como ele te trata, como ele te olha, e como ele te ouve denunciam o que você realmente significa para ele.
       Têm mulheres que preferem fingir não ver que, "a coisa" que há entre o casal não é assim tão mútua. E, com o passar do tempo o resultado será aquele que todos nós já estamos cansados de conhecer, mulheres descrentes no amor, criando seus filhos sozinha, separação conturbadas, etc.
     Enfim, encontrar o homem da nossa vida é algo maravilhoso, exceto quando você não é a mulher da vida deste homem. Fazer o que? Pode acontecer... infortúnio ou não? Difícil saber, mas como diz o poeta "tudo cura o tempo! (by Padre Antônio Vieira)".

quinta-feira, 21 de março de 2013

A Importância da Matéria - Corpo ou Alma?


        Só existimos porque estamos vivos, só temos alma porque estamos vivos, só temos um corpo porque estamos vivos. E pra que serve o nosso corpo? Para abrigar nossa alma, penso eu. Mas, e quando nosso corpo começa a se deteriorar, seja pela ação do tempo, seja pela doença, seja lá pelo que for... Ao percebermos que nosso corpo se esvai, logo imaginamos que nossa alma se esvairá também. Mas, não sabemos quando. E, esse "não saber quando" pode ser ou não mais estonteante do que se soubéssemos, ou vice-versa, na verdade nunca saberemos. 
        O que nos importa mais, a alma ou o corpo? São dois pesos com duas medidas idênticas, já que um não coexiste sem o outro. Complicado é que, geralmente damos prioridade ao corpo, mas logo em seguida, somos cobrados por não termos dado atenção ao espírito, pois quando cuidamos mais do primeiro em detrimento do segundo, o primeiro acaba pagando, com doenças, entre outras coisas que nos aflige. A ideia primeira é mantermos o equilíbrio, dando atenção e cuidando dos dois igualitariamente. Difícil? Sim, mas não impossível. É pertinente que tentemos ser equilibrados no cuidado entre corpo e alma, mas a alma que também conhecida como Psiché é quem comanda o nosso corpo. 
        Sinceramente prefiro dar prioridade à minh'alma, porém nunca descuidando do meu corpo. Enfim, um está sempre à reboque do outro. Acredito que a alma é infinita e imortal, já o corpo não. Não dá pra escolher entre um e outro, não eu, há pessoas que conseguem escolher. Amo meu corpo, mas me amo também, quando digo eu, refiro-me a quem sou. E, quem sou não é tanto o que vejo - meu corpo, mas o que sinto pulsar bem latente dentro de mim, esperando um dia a hora de partir para tão sonhada imortalidade, minha alma querida!